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[Pocinho - ME2 e ME4 / Foto Autor desconhecido]

O objectivo na utilização destas automotoras passava pela diminuição de custos de operação em linhas de tráfego reduzido. Em vez da composição formada por locomotiva, carruagens e vagões, um único veículo automotor fazia praticamente o mesmo serviço. Foram construídas em 1948 nas oficinas da CP em Lisboa com peças de automóvel e motores Chevrolet. Tinham 11 lugares em 1ª classe, 16 lugares em 2ª Classe, 10 lugares em pé e uma bagageira colocada na retaguarda.

 

[Carvalhal - ME 9 em 1976] 

 

[Estação do Pocinho / Foto autor desconhecido]

Regras de utilização das automotoras

A lotação é rigorosamente limitada, não se obrigando a Companhia a fazer qualquer desdobramento. Só podem ser transportados volumes de mão e as bagagens despachadas desde que haja espaço disponível no local que lhes está reservado. A restante bagagem terá seguimento por qualquer outra automotora que tenha espaço disponível ou pelo comboio que circule imediatamente antes ou depois da automotora.

[In 'Guia Oficial dos Caminhos de Ferro de Portugal']





[Estação do Pocinho nos anos 70 - CP 280 e ME1 / Foto Werner Hardmeier]

[Estação do Pocinho em 2025]


Horário desde 1 Outubro de 1972 publicado no Guia Geral de Caminhos de Ferro em Agosto de 1973.
[Foto gentilmente partilhada pelo Rui Damasceno Rato]

Salienta-se a nota 'ATENÇÃ0 - Nas Automoras tem preferência os Passageiros que se destinem a maiores distâncias'.

A lotação das automotoras (ME) era apenas de 28 lugares e só havia paragem nos apeadeiros se houvesse passageiros para embarcar ou desembarcar.

[ME 4 na Estação do Pocinho / Foto autor desconhecido]


[Estação do Pocinho- CP ME1 e ME4 / Foto Autor desconhecido]

"... Deixou a Linha do Sabor de transportar passageiros nas velhas e já desengonçadas carruagens de dois eixos e plataformas abertas, rebocadas por locomotivas a vapor, em data anterior a 2Setembro1979  (data de entrada em vigor do horário da via), continuando contudo a realizar esse serviço nas desengonçadas automotoras azuis, complementado por autocarros da CP, num prenúncio claro dos objectivos em vista...."

In 'A linha do Vale do Sabor - Um Caminho-de-Ferro Raiano do Pocinho a Zamora'
Coordenação de Carlos d'Abreu


 

[Estação do Pocinho - CP E41 e ME4 (década de 70) / Foto autor desconhecido]

A locomotiva CP E41 foi  construída em 1904 pela fabricante alemã Hohenzollern. Inicialmente foi utilizada nas obras de construção da Linha do Corgo. Após 1947, passou a desempenhar funções de manobras na estação do Pocinho.  Atualmente, encontra-se preservada no Museu Ferroviário de Chaves.

 

[Estação de Bruçó / Foto Werner Hardmeier]

Há 45 anos, exatamente no dia 21 Julho de 1979, esta ME iniciou viagem em Duas Igrejas com o vidro de uma janela da frente partido...  
O Chefe da Estação fez o respectivo registo da ocorrência e entregou-o ao Maquinista Abílio Carvalho, 
que, após os procedimentos necessários à substituição do vidro, o arquivou no 'Baú Apita Abílio'.




 

[Linha do Sabor / Foto Autor desconhecido]

A Automotora da Linha do Sabor


"A automotora desengonçada
(Irrequieta maquineta)
Mas engraçada...
Qual brinquedo interessante
E fascinante!
Só parava um instante.
Era divertida e colorida
Atraente e transparente
Se via o seu interior
A transbordar de calor,
Com rapidez corria
Parecia
Que o coração lhe saltava
De tanto que pulava!
Muito acolhedora
Alegre e encantadora
Era até sedutora...
Convidava a entrar e a sentar
Ao pé de quem te apetecia
Que encontros...
Que bagunça pelos estudantes
que a apanhavam no dia a dia
Para os colégios
De Moncorvo ou de Carviçais
Era demais!
Logo de manhã, pela aurora,
E sempre à mesma hora,
Entravam de sorriso rasgado
Olhar curioso e fascinado
Com muito desembaraço
Livros debaixo do braço
Pois pastas não havia,
Só para níveis profissionais,
Que o estudante não podia.
Começavam as inerentes brincadeiras
Claro, com algumas maneiras
Para não incomodar
As idosas passageiras!
Tudo era motivo de riso
Mas com muito
Ou pouco juízo
Não existia a depressão
Muito menos a solidão...
O senhor condutor,
Compreensivo e tolerante,
Da automotora era um amante,
Conhecia a sua fragilidade
Mas com responsabilidade
E muita habilidade,
Suas traquinices desculpava.
Com carinho dela cuidava
Em todo o lado havia de parar
Sempre com muita atenção
Para a sua míuda não descarrilar
E lhe pôr o pé no chão!!!"

[Palavras escritas com o coração e a saudade da amiga São Feijó]
 

 

[Estação do Pocinho CP-ME / Foto de Werner Hardmeier]

Estas automotoras, com um comprimento de 8,67m, foram construídas nas oficinas de Santa Apolónia da CP no período de 1943 a 1948.
Tinham um motor Chevrolet 3500 cm3 a gasolina, com potência de 90 cavalos, 4 velocidades e 'marcha à ré'.
A sua velocidade máxima era de 80 Km/h, apesar de o conta quilómetros  marcar 120 Km/h,


A sua lotação  era
Sentados... mas viajava-se muitas vezes como a 'sardinha na canastra'. 

O seu interior era um autêntico 'open-space' e havia que alertar e prevenir os mais incautos,

não fosse o maquinista distrair-se e ela... 'viajar em roda livre.'

[Fotos do interior da ME são da autoria do Rui Carvalho, o filho mais novo do 'Apita Abílio]






[Estação de Sendim / Foto autor desconhecido]
 

[Histórias / Momentos - Foto Autor desconhecido]
 

[Linha do Sabor - Bruçó 1975 / Foto autor desconhecido]

 

 

[Automotora ME5 na estacão de Carviçais / Foto - autor desconhecido]