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[Estação de Carviçais - O maquinista António Augusto Caldeira e o Chefe da Estação ou o Condutor (?) a fazerem uma  ligação directa ao cabo da rede telefónica para poderem comunicar com a estação seguinte] 

[Fotos gentilmente cedidas pelo neto do maquinista António Augusto Caldeira, Luís Vieira]

A exploração ferroviária assentava já num sistema de comunicações por fio suportado em postes paralelos à linha férrea ligando as estações ponto a ponto. No interior das estações encontravam-se os aparelhos telegráficos e/ou telefones de parede, operados pelo chefe de estação. Esta rede era essencial para a coordenação da circulação em via única, permitindo a transmissão de ordens de marcha, avisos de segurança, …

Esta infraestrutura de comunicações também estava sujeita a avarias provocadas pelas condições climatéricas, interferência de árvores ou animais e desgaste ou problemas de alimentação no equipamento, … que muitas vezes eram resolvidas localmente pelo pessoal de exploração e da manutenção.


[Telefone de passagem de nível  / Foto autor desconhecido]

Para maior segurança e uma boa exploração dos serviços de comboios, 
no final do século XIX e ínicio do séc. XX, foram instaladas as comunicações telefónicas
nas estações e nas 'guaritas' das passagens de nível com guarda.
Funcionavam ponto a ponto e em rede fechada e exclusiva, não havia central de comutação telefónica e não era necessário 
discar números, bastava girar a manivela e o telefone tocava automaticamente do outro lado onde estava conetado.