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[Linha do Sabor - Carvalhal / Foto Autor desconhecido]

A gazeta dos Caminhos de Ferro Nº 413 de 1905 publicava o seguinte artigo:




 

[Carvalhal - ME 9 em 1976] 


[Carvalhal - Larinho, CP E201 / Foto Autor desconhecido]

"...Buscando no fundo da memória (digamos, aí por meados da década de quarenta),  o comboio da Linha do Sabor era ainda um  sinal de progresso... Durante muitos anos continuou a desempenhar cabalmente a sua missão, como se o tempo não passasse. A verdade é que o tempo passou, o tempo passa sempre e depressa, e nos anos sessenta começou a perder terreno a favor da indústria da camionagem..."

[In 'Flores Amarelas para o Comboio' de Afonso Praça]


 



 

[Estação do Carvalhal - CP E209 Maio de 1972 / Foto - arquivo pessoal do maquinista Abílio Carvalho]

Após o encerramento da linha do Sabor, quase no mesmo local, a objectiva do Manuel Moreira captou a imagem abaixo 
e,
no 47º aniversário da APAC em Guifões, a 23 Novembro 2024, faço minhas as palavras do António Feijó em 'Conto passos do caminho',
carrego a mágoa de ver o que vejo... Abandono...




[Fotos Edite Vaz - 23 Novembro 2024]




[Estação do Carvalhal / Foto de autor desconhecido - Anos 50]
[Preparação das infraestruturas ferroviárias para a expedição do minério por via férrea]

"A linha do Sabor atravessava a Serra do Reboredo cujo subsolo era rico em jazidas de minério de ferro, reconhecidas e exploradas desde o tempo dos romanos..."
"...Em 1890 grande parte das concessões mineiras passam para a posse do Estado que as coloca em concurso público. São adquiridas pelo Syndicat Franco-Ibérique liderado por Georges Saint-Clair e o Barão de Traversy que iniciaram os estudos para a construção de um caminho de ferro de via reduzida para o transporte do minério....
No Jornal 'O Primeiro de Janeiro'  de 5Mar1898 era notícia: 'Um inginheiro francês tem andado desde o dia 9 de Fevereiro a proceder aos primeiros trabalhos gráficos para o traçado de um caminho de ferro, de via reduzida, que deve ligar aquella Villa (Moncorvo) e o Monte Reboredo com a linha férrea do Douro, e que é destinada ao transporte do minério desse Monte (Carvalhosa) e do Cabeço da Mua..."

[In 'A odisseia do ferro de Moncorvo até à Ferrominas' de Nelson Campos]

 

[Carvalhal - CP E202]

"...Abílio, maquinista de profissão... sentia a adrenalina quando pegava numa locomotiva a vapor no Pocinho, rumo a Miranda-Duas Igrejas... 
A partida do Pocinho, o atravessar da ponte sobre o rio Douro, e depois a rampa de 500mts de inclinação, a maior de Portugal na rede, 
até entrar no planalto mirandês, já em Carviçais, era um desafio de peso, não era para qualquer um.
Depois era de olhos fechados, retas e mais retas até ao destino, Miranda. 
Pelo caminho, acenos e apitadelas... As gentes locais já sabiam quem vinha lá... o "Apita Abílio"..."

[In 'CONTOS que a VIDA contou' de António Feijó]
[Também ele ferroviário, mas também escritor e primo do 'Apita Abílio']


[Carvalhal - Larinho / Foto - arquivo pessoal do maquinista Abílio Carvalho - 'Apita Abílio']
 

[Estação do Carvalhal - E216 / Foto de Werner Hardmeier - Anos 70]

 

 

[Carvalhal - Anos 70 / Foto autor desconhecido]