"...Após a desativação da Linha do Sabor, a estação de Duas Igrejas, assim como tantas outras situadas ao longo da linha, foi abandonada e caiu em desuso. Apesar do estado de degradação em que muitas das suas infraestruturas se encontram, a estação permanece como um testemunho do papel vital que a ferrovia desempenhou no desenvovimento das áreas rurais do interior de Portugal. A sua arquitectura, embora despojada de elementos monumentais, é emblemática da era de ouro das ferrovias portuguesas, reflectindo a simplicidade, funcionalidade e integração com a paisagem rural que a rodeia. Atualmente ao abandono, o conjunto edificado, representa um ponto de interesse histórico, mas também uma importante fonte de memória colectiva, ao fixar materialmente um tempo em que o caminho de ferro representava o principal meio de ligação entre as comunidades isoladas do Nordeste Transmontano."
[In 'Revista Memória Rural - Texto de António Luis Pereira']
Em 1969 ainda havia quem 'sonhasse' com novas linhas férreas de via estreita.
"A via estreita, ou seja a via em que a bitola é geralmente de 1 m pelo que também se designa pelo nome de via métrica, emprega-se por dois motivos: menor despesa quer na construção quer na exploração, e vencer as dificuldades orogénicas, podendo adaptar-se mais facilmente a regiões de acentuado relevo. Possui os inconvenientes de menor velocidade e obrigar a transbordo nos entroncamentos com a via larga..."
Para a Linha do Sabor, escreveu o seguinte:
O Eng. Fernando de Sousa, dois anos antes da chegada do comboio a Duas Igrejas, há 88 anos, precisamente em Ago/1936, escreveu:
"Os Caminhos de Ferro da CP em 1935"





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