[Estação do Pocinho - CP E41 / Foto Autor desconhecido]
 

Preços a cobrar para a Linha do Vale do Sabor a partir de 1 Junho 1938.

Documento gentilmente partilhado pelo Joaquim Pinto Mendes.
 

[Locomotiva CP E209 na estação de Mogadouro - Anos 70]

Na gazeta Nº 545 de 1910 escrevia-se...


...mas essa modificação não passou de uma mera intenção, a estação ficou a cerca de 7 Km... 





 

[CP E201 - Oficinas do Pocinho / Foto Autor desconhecido]

As locomotivas a vapor desta série de Via Estreita, inicialmente MD451 a MD466 e renumerada para CP E201 a CP E216 com a integração da Minho e Douro na CP, foram construídas na Alemanha entre 1911 e 1923 pela Henschel & Sohn. 
As primeiras unidades chegaram em 1911 (MD 451 - 454), outras em 1913 (MD455 - 462) e as últimas em 1923 (MD 463 - 466). 
A MD464/CP E214, supostamente, terá vindo como indemnização pela participação de Portugal na I Grande Guerra Mundial.



Horário de 1936 gentilmente partilhado pelo Rui Damasceno Rato

O comboio MISTO (A) só se efectuava nos dias 2 e 16 de cada mês (datas da feira de Mogadouro)

 

[Linha do Sabor - Carvalhal / Foto Autor desconhecido]

A gazeta dos Caminhos de Ferro Nº 413 de 1905 publicava o seguinte artigo:




 

 

[Estação de Mogadouro / Abril 2026]

A antiga estação de Mogadouro permanece esquecida no tempo. 
Entre janelas partidas e portas que não fecham, o vento percorre os corredores vazios, 
trazendo ecos de um passado ferroviário que resiste apenas na imaginação. 
A estação não morreu - transformou-se. É agora um lugar onde o abandono e a vida selvagem coexistem, 
onde o tempo deixou de ter pressa...

[CP E209 no Planalto Mirandês]





 

[Miranda - Duas Igrejas / Abril 2026]

A estação de Duas Igrejas testemunha hoje o declíneo de uma infraestrutura que outrora 
foi essencial ao desenvolvimento da região, servindo as populações, 
quer na sua mobilidade quer no escoamento dos seus 
produtos agrícolas e no transporte para estes locais de outros bens e 
produtos necessários à comunidade residente.
O edifício conserva ainda os páineis de azulejos da autoria do Gilberto Renda, cujo valor patrimonial e 
qualidade artística são evidentes, mas já com manifestos sinais de degradação.
A vegetação espontânea - silvas e outras ervas daninhas - ocupa o espaço, outrora organizado,
infiltrando-se nas estruturas e acelarando a sua deterioração e ruína. 
Este e outros cenários ao longo da extinta linha do Sabor refletem não apenas 
o abandono físico, mas também a perda de uma memória colectiva 
associada ao caminho de ferro no interior transmontano.
 

[Pocinho na década de 70 - CP E206 / Foto Autor desconhecido]

[Pocinho - Abril 2026]



 

 

[Estação de Mogadouro - Foto Autor desconhecido]

                 A Gazeta Nº1106 de 1934  num artigo, 'O que se fez nos Caminhos de Ferro em Portugal no ano de 1933', refere:

             



[Pocinho-CP E209 / Foto autor desconhecido]

Um artigo da Gazeta CF Nº 1928 de 16Ago1968, com o título 'As ligações ferroviárias com a Espanha e a França e a exploração dos ramais do Norte', dizia:

"...Presentemente, a C. P. estuda a modificação da exploração de alguns ramais ferroviários, nomeadamente a linha do Corgo, do Tâmega e do Sabor - exploração que se está a fazer em condições deficitárias, embora sirva muitas aldeias populosas. Fala-se, mesmo, em suprimir alguns desses ramais, o que representaria grave prejuízo para a economia daquelas regiões nortenhas...
A C. P. tem nos seus projectos servir regiões através da camionagem, estabelecendo ligações por estrada, entre estações de caminho de ferro e diversas localidades..."



[CP E215 próximo de Sendim / Foto de Jonh Phillips]

 

 

[Foto - Arquivo pessoal do Maquinista Abílio Carvalho, à esquerda - 'Apita Abílio']

"... A maneira como alguns maquinistas fazem silvar os apitos das máquinas que pilotam, caracteriza, por vezes, a sua nacionalidade, e o maquinista português consegue num silvo prolongado, permitindo uma maior ou menor entrada de vapor, dar-lhe várias entoações que, em certos casos, chegam mesmo a ser como que uma sua assinatura que o distingue dos seus colegas..."
[In 'Gazeta CF Nº 1671']

O maquinista Abílio Carvalho também deixou a sua a assinatura nas entoações que imprimia ao silvo prolongado da locomotiva... 'Apita Abílio'..., a sua memória ficará como o eco de uma era e de um século que passaram... 'Apita Abílio'



[Estação do Pocinho - CPE201 / Foto autor desconhecido]

"... antigamente, a azáfama desta estação, ocupava um razoável número de trabalhadores: 
oficinas, manutenção, Linha do Douro, Linha do Sabor..."

 

[Linha do Sabor / Rampa Pocinho - Moncorvo / Foto Autor desconhecido]

[In 'Gazeta CF Nº 1480' de 1949]


[Linha do Sabor / Foto Autor desconhecido]

"...Tinhamos a Linha do Sabor, espécie de cordão umbilical que nos ligava ao mundo - pelo menos, 
com a Linha do Douro ligava-nos ao Porto - mas demorou de 1911 a 1938 
para que chegasse a Duas Igrejas (Miranda)..."

[In 'Trás-os-Montes, o Nordeste' de J Rentes de Carvalho]
 

[Linha do Sabor  / Macieirinha-Carviçais / Anos 70]

[In 'Gazeta CF Nº1387- Caminhos de Ferro na Literatura']


 


 

[Pocinho - ME2 e ME4 / Foto Autor desconhecido]

O objectivo na utilização destas automotoras passava pela diminuição de custos de operação em linhas de tráfego reduzido. Em vez da composição formada por locomotiva, carruagens e vagões, um único veículo automotor fazia praticamente o mesmo serviço. Foram construídas em 1948 nas oficinas da CP em Lisboa com peças de automóvel e motores Chevrolet. Tinham 11 lugares em 1ª classe, 16 lugares em 2ª Classe, 10 lugares em pé e uma bagageira colocada na retaguarda.

 

[Estação de Carviçaes / Foto cedida por Nuno Serra]

A Gazeta CF Nº 572 de 16 de Outubro de 1911, um mês após a inauguração do troço Pocinho-Carviçais, fazia a seguinte publicação na rúbrica Viagens e Transportes: